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sexta-feira - 25 de março de 2022

Detenta do CV usa famílias carentes para invadir terras e atacar prefeito David Almeida

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Detenta do CV usa famílias carentes para invadir terras e atacar prefeito David Almeida

Amazonas – Uma mulher identificada como Katiane Andrade Pontes, 41 anos, com o histórico de inúmeros crimes, está usando famílias carentes para invasão de áreas de proteção ambiental. Ela também difamou o prefeito de Manaus ao batizar uma de suas invasões com o nome “David Almeida”.

Na manhã desta sexta-feira (25/3), a ação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), com auxílio da Polícia Militar, desmanchou a invasão. O local ocupado faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Sauim de Manaus, além disso, essa região faz limite com a Reserva Florestal Adolpho Ducke, de responsabilidade do governo federal, segundo informou o órgão ambiental do município.

Ninguém dormia nos barracos

De acordo com o levantamento do Departamento de Fiscalização da Semmas (Defis), apesar de 300 famílias terem invadido o local, ninguém dormia nas barracas. O ato indica a possibilidade de que o local era usado como base estratégica de Facção.

“Estávamos, juntamente com as forças de segurança do Estado monitorando a movimentação do local e constatamos que ninguém ficava no terreno à noite. Ou seja, voltavam para o local onde residem, para dormir”, informou o gerente de Área Protegida da Semmas, Ronnivaldo Abucater.

Detenta do Comando Vermelho

De acordo com informações levantadas pela Inteligência das forças de segurança, que participou da ação, a líder da ocupação irregular se chama Katiane Andrade Pontes, 41 anos, e tem uma ficha criminal extensa, além de ser braço direito de Bruno Santos de Lira, o “Bruno Surfistinho”, considerado o número três do Comando Vermelho no Amazonas. Katiane teria persuadido os comunitários a se tornarem posseiros por meio de ameaças e intimidações, fazendo com que comunitários invadissem progressivamente o local.

“Bruno Surfistinho”, 3ª liderança mais influente do Comando Vermelho no Amazonas – Foto: Divulgação

Ficha extensa  

Após consulta ao Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), a equipe de investigação da especializada identificou que Katiane já possuía 26 Boletins de Ocorrência (BOs) por crimes diversos, entre eles: estelionato, roubo, ameaça, posse de entorpecente, maus-tratos contra o próprio filho e crimes de trânsito (lesão corporal culposa na direção de veículo e omissão de socorro). Confira documentos na íntegra: Estelionato, Maus tratos contra criança, Roubo Majorado, Mandado de prisão I, Estelionato 2019, Processos registrados, Mandado de prisão II. 

“É importante destacar que a suspeita já responde a três processos, sendo os dois mais relevantes por estelionato. Inclusive, ela já havia sido presa em flagrante ao se passar por uma vendedora de imóveis, demonstrando ser bastante atuante nesse tipo de crime”, pontuou o delegado adjunto da especializada, Demetrius de Queiroz.

Sequestro Relâmpago de Advogados

Outro episódio da trajetória de crimes da mulher ocorreu em 2019, quando Katiane foi presa acusada de orquestrar e executar sequestros relâmpagos de advogados da cidade de Manaus, fingindo ser cliente e anunciando assaltos surpresa. O crime na época mobilizou o próprio presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio Choy, ao lado da Polícia Civil.

Estratégia do Comando Vermelho

Invasão orquestrada por Katiane – A estratégia da facção Comando Vermelho é “batizar” invasões com o nome de alguma autoridade pública local e usar a chantagem da pressão comunitária para não ser derrubada, por meio da retaliação política. Quando se consolidam, as zonas de invasão se transformam em curral de votos sobre influência das lideranças do tráfico para negociar com políticos. A estratégia não funcionou contra a gestão pública moralizada e honesta do Prefeito David Almeida.

A mídia “imparcial” e a peça narrativa pró-tráfico 

Sem procurar as forças de inteligência policial do Estado ou mesmo a prefeitura de Manaus para buscarem apuração sobre os seus entrevistados, a emissora Rede Amazônica, em reportagem do Jornal do Amazonas – 1ª Edição (JAM1) deu um grande espaço de fala para a detenta do CV e a chamou de “líder comunitária”, deixando a mulher se passar por vítima. A emissora, filial da Rede Globo no Amazonas, ainda engajou um protesto de sem-terras ocorrido na última quarta-feira (23/3) na sede da prefeitura, contra o prefeito David Almeida.

Veja trecho:

 

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