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VERGONHA: Tumpex emite nota para abafar PUT4R!A dentro da empresa; veja

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Manaus – Após o maior crime de assédio sexual registrado na classe trabalhadora em Manaus ter vindo a público, a empresa Tumpex emitiu uma nota nesta sexta-feira (17) para tentar abafar o escândalo que chegou ao conhecimento de todas as autoridades da cidade.

A Tumpex, empresa responsável pela coleta de lixo em Manaus, foi alvo de graves denúncias de mulheres e adolescentes sendo vítimas de abusos sexuais cometidos pelo gerente Carlos Seiss.

Em nota, a empresa, que foi incapaz de punir o assediador e se manteve omissa diante do crime cometido em suas propriedades, alegou que ”não compactua com quaisquer práticas ilegais e que preza de forma irrestrita pelos valores do ser humano, do trabalhador e principalmente pela dignidade e bem-estar e todas as mulheres que trabalham e colaboram junto à Tumpex”.

”É importante salientar que a empresa realizou apuração interna dos fatos e já procedeu com a demissão por justa causa do empregado envolvido no episódio’, dizia trecho da nota.

O que chama atenção na manifestação da empresa é que somente após o CRIME – pois abuso sexual não é um caso – ter sido noticiado pelo CM7 Brasil e ter ido parar na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) é que o criminoso foi demitido. Pois a diretoria, que alega que já estaria investigando os abusos sexuais dentro da empresa, não teria tomado nenhuma medida até o fato ter vindo a público.

Além do mais, o esclarecimento da empresa levanta dúvidas de que se o crime não tivesse sido denunciado pelas vítimas e noticiado por meio deste portal de notícias, quais medidas teriam sido tomadas? Visto que a empresa nem sequer havia demitido o assediador, quanto mais ter dado ouvido às trabalhadoras que temiam pela perda de seus empregos.

A Tumpex ainda afirmou em nota que ”repudia veementemente a divulgação das imagens sobre o ocorrido, a violação da intimidade das colaboradoras, a exposição publicada e que busca judicialmente as medidas cabíveis para a necessária reparação por DANO MORAL”.

Em que momento a empresa teria sido vítima de dano moral? Aliás, a empresa foi a vítima? Nessa situação, quem teve a honra, imagem e integridade violada foram as funcionárias pela própria Tumpex, que foi conivente com um crime asqueroso dentro de suas propriedades. A tentativa de INIBIR e AMEDRONTAR a imprensa com ameaças de processos, não irá reparar os danos traumáticos sofridos pelas funcionárias, tampouco limpar a imagem de uma empresa que compactua com atos criminosos.

Será que as mulheres que foram expostas gostaram mesmo de fazer isso?

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