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Senador diz que ‘posicionamento de Barroso é de militante político de esquerda’

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Senador diz que postura de Barroso ‘é de militante político de esquerda'

Brasil – Nesta quinta-feira (17/2), o senador Luiz do Carmo (MDB-GO) usou as redes sociais para criticar o discurso de despedida do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso. O senador se manifestou após as críticas de Barroso ao presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Luiz do Carmo, o posicionamento do ministro “é de um militante político de esquerda”.

“Por favor, se coloque em seu papel constitucional de guardião da Constituição, Luís Roberto Barroso (STF). Em seu discurso de despedida do TSE, seu posicionamento é de um militante político de esquerda. O Sr. não fala em nome da população brasileira e não recebeu votos para estar aí” escreveu.

O senador afirmou ainda que a postura de Barroso está manchando a imagem do STF.

“Essa instituição (STF) é sagrada e muito importante pro Brasil. Juiz fala nos autos, e muitos estão dando sentença pelo Twitter. Essa postura de fazer política não nos levará a nada. Saia do cargo e se candidate a um cargo político. Aí, sim, poderá falar em nome dos brasileiros. Pare de tensionar a corda. Isso está fazendo muito mal ao Brasil. Se coloque em seu lugar de Juiz da Suprema Corte. Pare de atacar o presidente @jairbolsonaro e a direita. Isso já está explícito em seu discurso. Esta postura está manchando a imagem do STF “, apontou o senador.

Postura de Barroso

A cinco dias de passar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para Edson Fachin, o ministro Luís Roberto Barroso proferiu nesta quinta-feira um discurso de despedida repleto de “recados” dirigidos ao presidente Jair Bolsonaro.

Nas palavras do magistrado, “nos últimos tempos” a democracia e as instituições “passaram por ameaças das quais acreditávamos já haver nos livrado”.

Barroso afirmou que o presidente Jair Bolsonaro ordenou que caças sobrevoassem a Praça dos Três Poderes em rasantes para quebrar vidraças da sede do STF. A afirmação foi com base nas declarações do ex-ministro da Defesa e Segurança Pública Raul Jungmann, em agosto de 2021.

O desfile de tanques de guerra na Praça dos Três Poderes e os atos de 7 de setembro também foram lembrados pelo ministro, em uma lista que também contém:

– Comparecimento à manifestação na porta do comando do Exército, na qual se pedia a volta da ditadura militar e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal;
– Pedido de impeachment de ministro do STF em razão de decisão judicial que desagradava;
– Ameaça de não concessão de emissora que faz jornalismo independente;
– Agressões verbais a jornalistas e veículos de imprensa.

 

 

 

 

Com auxílio de informações via Pleno News


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