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Indicação de Zanin para o STF é tão absurda que até Arthur Virgílio, vulgo ‘Kimono’ na Lava Jato, também critica

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Indicação de Zanin para o STF é tão absurda que até Arthur Virgílio, vulgo 'Kimono' na Lava Jato, também critica

Amazonas – O ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, conhecido por seu envolvimento em diversas polêmicas, criticou veementemente a indicação do advogado Cristiano Zanin para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski no Supremo Tribunal Federal (STF). Virgílio considerou a nomeação ilegítima e argumentou que Zanin não preenche os requisitos fundamentais para ocupar o cargo.

Em suas declarações, o ex-prefeito ressaltou que, para ser membro do STF, é necessário ter pelo menos 35 anos de idade e uma reputação ilibada. No entanto, ele alegou que Zanin foi investigado pela Operação Lava Jato, o que comprometeria sua idoneidade. Além disso, Virgílio acusou o presidente Lula de desrespeitar o princípio da impessoalidade ao indicar seu advogado para a vaga no Supremo, alegando que o critério de amizade prevaleceu sobre a competência.

Cristiano Zanin ganhou destaque ao atuar na defesa de Lula durante os processos da Lava Jato. Virgílio mencionou que Zanin acusava seus adversários de praticarem “lawfare” contra o ex-presidente, mas agora, segundo ele, Lula estaria usando a mesma estratégia ao se vingar de seus oponentes políticos. O ex-prefeito afirmou que o ódio estaria prejudicando o raciocínio do presidente, tornando-o lento e incapaz de tomar decisões acertadas.

“Lawfare” é uma expressão que combina as palavras “law” (direito) e “warfare” (guerra) e se refere ao uso do sistema jurídico como uma arma política para atingir adversários. A prática foi definida como o emprego da lei em substituição aos meios militares tradicionais para alcançar objetivos operacionais.

‘Kimono’

No entanto, é importante ressaltar que Arthur Virgílio Neto também esteve implicado na Operação Lava Jato. Seu nome foi mencionado no anexo pessoal do diretor da empreiteira Odebrecht, Cláudio Melo Filho, e fez parte da delação premiada da empreiteira. De acordo com as informações divulgadas pela revista Isto É em dezembro de 2016, Virgílio teria recebido propina para financiar sua campanha ao Senado em 2010:

A delação de Cláudio Melo Filho também envolveu outros políticos de destaque, como integrantes do PMDB, ministros do governo federal e até mesmo o ex-presidente Michel Temer. Entre os citados estavam o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, além de membros do PSDB e outras legendas.


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