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A casa caiu: ‘máfia da Educação’ em Manacapuru tem R$ 4,3 milhões bloqueados pela Justiça

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A casa caiu: 'máfia da Educação' em Manacapuru tem R$ 4,3 milhões bloqueados pela Justiça

Amazonas – Um escândalo de corrupção abalou a cidade de Manacapuru, onde a gestão do prefeito Beto D’Ângelo (Republicanos), está no centro de mais uma polêmica. A operação “Compadrio”, conduzida pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), resultou na prisão temporária de funcionários públicos da SEMEC (Secretaria Municipal de Educação) e no bloqueio de impressionantes R$ 4,3 milhões em bens e valores.

A operação, que desvendou um esquema de desvio de recursos no município, cumpriu seis mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão. As investigações apontaram que um grupo de servidores públicos e seus familiares vinha desviando verbas destinadas à educação, prejudicando diretamente o ensino municipal.

O montante de R$ 4,3 milhões foi bloqueado por determinação da Justiça de Manacapuru, como parte das medidas para garantir que os envolvidos não dissipem seus patrimônios enquanto as investigações prosseguem. Além disso, o juízo local determinou o afastamento de duas autoridades da prefeitura suspeitas de comandar o esquema.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Promotoria de Justiça de Manacapuru lideraram a operação, revelando que os servidores públicos realizaram um expressivo desvio de recursos destinados a conselhos e associações de pais e mestres de escolas municipais. Além disso, os investigados enfrentam acusações de lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados.

Embora o valor exato desviado ainda esteja sendo calculado pelo Ministério Público, a magnitude do escândalo chocou a comunidade local. Segundo as autoridades responsáveis pela operação, os servidores municipais, seus familiares e outros particulares envolvidos no esquema desviavam recursos para contas pessoais e de terceiros, alimentando uma teia de corrupção que prejudicava o desenvolvimento da educação no município.

A operação Compadrio contou com o apoio das polícias Civil e Militar, que colaboraram ativamente nas prisões e nas apreensões de documentos e provas. Além disso, a Controladoria-Geral da União (CGU) também participou das investigações e notificou irregularidades no uso de verbas municipais, reforçando a gravidade do caso.

O nome “Compadrio” escolhido para a operação faz uma referência direta à prática de condutas que privilegiam amigos e parentes de forma ilegal. O escândalo coloca em xeque a gestão do prefeito Beto D’Ângelo e levanta questões sobre a necessidade de reforçar os mecanismos de fiscalização e controle dos recursos públicos em Manacapuru.


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