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Centro de Bionegócios dá base de impulso para economia sustentável no Amazonas

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Centro de Bionegócios dá base de impulso para economia sustentável no Amazonas

Amazonas – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto na última quarta-feira (3) que altera a gestão do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), que agora passa a ter personalidade jurídica própria e será gerido pela Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea), uma organização social sem fins lucrativos. O CBA, que tem quase 20 anos de história e antes pertencia à Zona Franca de Manaus (Suframa), agora poderá captar recursos públicos e privados para ampliar, desenvolver e inovar no aproveitamento da biodiversidade amazônica de forma sustentável.

A mudança, que foi formalizada na cerimônia de assinatura do decreto, é uma batalha de décadas que pedia a personalidade jurídica própria para o Centro. O objetivo da medida é transformar a biodiversidade amazônica em produtos, serviços, empregos e investimentos. O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o decreto vai “potencializar a grande vocação da biodiversidade da região, onde vivem 28 milhões de pessoas”.

O governo federal prevê investimentos de R$ 47,6 milhões ao longo dos próximos quatro anos, para que a Fuea, que atuará com apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Fundação de Apoio ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (FIPT) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), possa desenvolver novas tecnologias sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica.

O governador em exercício do Amazonas, Tadeu de Souza, afirmou que o novo CBA vai permitir “uma nova forma de sustento, renda e dignidade ao povo enraizado na floresta”. Segundo o chefe do Executivo, há cerca de 46 unidades de conservação no estado, onde vivem 35 mil famílias que extraem seu sustento diário da floresta em pé.

O CBA já garantiu, ao longo dos últimos anos, avanços para o desenvolvimento de catalisadores a partir do lodo para a produção de biocombustíveis, além de biofertilizantes e biossurfactantes. Com a mudança na gestão, a expectativa é que a bioeconomia prosperar na Amazônia e no Amazonas, impulsionando a economia da região.


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