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Máfia de meia dúzia de jornalistas lançam “selo” para prejudicar portais e empresários de comunicação em Manaus

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Esquerda cria selo “fato” para descredenciar portais de direita no amazonas

Manaus – O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas – SJP/AM tem se mobilizado para persuadir e empurrar o chamado “Selo de Jornalismo Profissional” em portais, sites e revistas do Amazonas.

Na última quinta-feira (24), o presidente do sindicato, Wilson Reis, buscou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura (Semcom) para tentar convencer o poder executivo municipal a adotar tal anomalia que contraria tanto a Constituição quanto as liberdades de Mercado.

A secretaria da prefeitura já é a segunda vítima ao qual Wilson Reis tenta ludibriar com o falso discurso de ética trabalhista e responsabilidade social, já que na semana passada, o SJP/AM também visitou a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado (Secom), com a mesma intenção de persuadir o Estado a adotar o selo.

Além dos poderes executivos, o grupo sindical também buscou apoio da seccional Amazonas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), encontrando-se com o presidente da seccional, Jean Cleuter Mendonça. Veja:

O que o selo quer na prática ?

O sindicato quer, por meio do selo, o poder de descredibilizar informações sem que o público tenha sequer a chance de lê-las e apurá-las. Além disso, a adoção serve como estratégia de longo prazo que visa resgatar o corporativismo socialista no nicho de comunicação do Amazonas e até se expandir ao redor do país.

Entenda

Características e implicações

 

A principal característica do selo sindical é a mensagem “É fato – Jornalismo profissional e com responsabilidade”, que foi criado em campanha simbólica em dezembro de 2021, antes da definição do sindicato, para separar os grupos que estariam dispostos a se mobilizar a favor da campanha. Um novo design deve substituir ou se somar ao selo de campanha usado pelos simpatizantes dos sindicalistas, com a tarja de cores do sindicato. Uma imagem divulgada por um dos sites que faz campanha pela adoção do selo sindical divulgou a seguinte arte:

1° objetivo – Vício mental usando semiótica

O primeiro problema criado é a tentativa de implementação de um vício mental, fazendo com que os leitores – a população de um modo geral – sejam induzidos por um gatilho linguístico e semiótico de que toda a informação publicada com a marca deste selo é indiscutivelmente verdadeira e embasada na realidade, como se uma notícia falsa ou desinformação deixasse de ser menos mentirosa apenas por ter estampada o tal emblema.

2º objetivo – Vício mercadológico

O segundo objetivo do sindicato é criar um vício mercadológico, induzindo a falácia de que jornalistas graduados não comentem erros de critérios de valor subjetivo e que nem criem narrativas que sirvam aos seus próprios interesses ou de alianças políticas, mesmo que isto contrarie a tal “responsabilidade” que alegam defender. O selo sindical abre margem também para ser usado como um mecanismo de extorção de verba publicitária contra o Governo do Estado e a prefeitura de Manaus, como denunciou o presidente da Associação de Blogs, Portais, Sites e Profissionais da Imprensa do Estado do Amazonas (ASBPIAM), Marcelo Generoso.

3° objetivo – Conquista e hegemonia do discurso

Por terceiro, outro objetivo do sindicato é restaurar o corporativismo do nicho jornalístico, muito ligado à esquerda, e que nos últimos anos perdeu poder de influência no Brasil, sobretudo no Amazonas.

A estratégia do sindicato abre margem para que o selo sirva como mecanismo de pressão para que empresários sejam obrigados a incorporar jornalistas graduados em seu quadro de funcionários se quiserem continuar tendo o alcance na web, sem que sofram boicote das plataformas digitais. Isto é preocupante, tendo em vista que a influência socialista continua impregnada hegemonicamente na grade curricular das Universidades e Faculdades, como também na filosofia de ensino dos professores do atual corpo acadêmico da sociedade amazonense.

Nem tudo se desfaz

A implementação do selo no Amazonas segue como o início de uma etapa dentro de um objetivo maior, que é retirar do mercado profissionais autônomos e censurar linhas editoriais, buscando acabar com a pluralidade conquistada no debate público a partir do ano de 2013.

O que o sindicato de jornalistas do Amazonas está tentando fazer é pressionar o Governo do Estado e a Prefeitura a ampararem uma medida autoritária que selecione quem irá ou não ascender no mercado de Comunicação pela pura linha ideológica, e não pelo profissionalismo.

Inconstitucionalidade

Desde 2009, o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. Na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 8 votos a 1, que danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma.

Gilmar Mendes em sessão Plenária de 2009, definindo a questão sobre diploma para atuação jornalística

O próprio ministro Gilmar Mendes lembrou que o decreto-lei 972 /69, que regulamentava a profissão do jornalista, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime. Hoje, caso o selo do sindicato no Amazonas seja implementado e ganhe força, a medida abre possibilidade para que decretos autoritários semelhantes ressurjam.

Outra defesa que Gilmar Mendes fez à época, é que as próprias empresas de comunicação devem determinar os critérios de contratação. “Nada impede que elas peçam o diploma em curso superior de jornalismo”, ressaltou o ministro no ano de 2009. Este critério também estaria ameaçado com um selo sindical e favoreceria os monopólios formados por antigos grupos de comunicação do país (Folha/Globo/Abril), já que a maioria dos jornalistas graduados pelas instituições de ensino é doutrinada a replicar o mesmo conteúdo em editorias de política e economia.

O selo sindical no Amazonas também abre margem para que profissionais do ramo sejam pressionados a se associarem ao sindicato para conseguirem manter o nível de vantagem de contratação no mercado de trabalho. Isto feriria diretamente o Artigo 5º da Constituição, no inciso XX, que diz: “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”;

Além disso, caso o selo do sindicato amazonense seja reconhecido pelas Big Techs estrangeiras, ele poderia ser utilizado para censurar informação (seja por meio de shadowban ou banimento sumário) para os sites que não o utilizam, e consequentemente violaria também o Artigo 220 da constituição, que diz que “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”.

 

Quem está por trás do selo no Amazonas ?

Liderados pela CEO da revista Cenarium, Paula Litaif, portais, revistas e blogs ligados à esquerda estão fazendo campanha para a adoção do selo. Veja foto que mostra a reunião quase vazia para lançamento do selo do sindicato; Wilson Reis discursa ao centro, e Litaiff recebe intruções.

Lutando contra

Apesar da organização dos portais ligados à velha política e ao corporativismo da esquerda, outros veículos seguem atuantes em denunciar os riscos do selo sindical e se opõem veementemente contra ação de empurrar o selo sindical.

Confira quais portais são contra o selo e estão protestando:

1 . Portal e TV CM7
2 . Jornal A CRÍTICA
3 . D24
4 . Portal do Holanda
5 . Portal em Tempo
6 . G1
7 . Portal Marcelo Generoso
8 . Capital AM
9 . Amazonas News
10. Ampost
11. Acorda Manaus
12. Visa Manaus
13. Blog da Amazônia
14. Laranjeiras
15. Portal do Zacarias
16. Portal Abutre
17. Portal AM24
18. Foco no Fato
19. Chumbo Grosso
20. TvManaus
21. Portal do Lobão
22. Portal Click Cidade
23. Gazeta do Amazonas
24. Bliz do Amazonas
25. Tribuna do Amazonas
26. Baré Digital
27. Acorda Manaus
28. 4º Poder AM
29. Portal do Zucca
30. Fato Amazônico

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