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Indígenas afirmam passar fome e apoiam exploração de potássio no Amazonas

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Amazonas – Uma reunião entre o senador Plínio Valério (PSDB-AM) com lideranças indígenas da etnia Mura abordou temas importantes e um deles foi a o Projeto de Extração de Potássio na região do município de Autazes (município distante 111 quilômetros de Autazes). Em algumas falas, houve até mesmo reclamações sobre a falta de assistência básica, como acesso a alimentação.

De acordo também foi falado pelos caciques. o Ministério Público resolveu só considerar legitima a posição de cinco aldeias contrárias e seus advogados, anulando o processo de consulta realizado dentro do protocolo legal, que exige a participação de pelo menos 75% dos 20 mil indígenas Mura da região de Autazes.

“As ONGs ficam dizendo que os Mura não querem a exploração do potássio, que é uma área indígena, que vai acabar com sua cultura. Eu vim ouvir in loco e ouvi de todos eles que eles querem sim que o potássio seja explorado, que não têm nada contra. Muito pelo contrário, eles querem o que nós queremos, querem ter renda, querem ter conforto, querem ter direitos. Nenhum deles disse: olha senador, a gente não gosta de feijão, arroz e macarrão, a gente não precisa ter renda. Pelo contrário, eles destacaram a necessidade de precisar comprar alimentos, porque ninguém planta ou deixa eles plantarem”, afirmou Plínio Valério ao final do encontro realizado em um ginásio de esportes em Autazes.

Um dos tuchauas disse que o encontro com Plínio é uma momento que pode ser registrado na história, que acredita em resultados positivos em futuros investimentos na área de Autazes por conta da exploração de recursos naturais, pois de acordo com ele, não há quem compre o que é produzido por eles no dia-a-dia.

“Dizem que vão acabar com a cultura Mura, mas é o contrário. Vamos nos valorizar. Fomos no MPF, perguntamos ao procurador por que não estamos sendo atendidos, mas eles só ouvem os quatro advogados do pequeno grupo contra. Eles querem anular nossa consulta, onde aprovamos por ampla maioria o projeto Potássio. Quero deixar claro que somos maioria. Hoje temos 29 aldeias aqui e agora mesmo outra reunião de cinco aldeias acontece na Aldeia Muritinga sem ouvir o Conselho Mura. O estatuto fala em 75% dos indígenas Mura. Passamos dificuldade em Manaus, passamos fome, comendo na lata de tinta, na luta pelo nosso movimento, agora eles vem dizer que estamos recebendo milhões da empresa. Mas eu não recebi nem um centavo e vou provar essas inverdades”, afirmou o cacique Kleber.

O professor Everton, líder da Aldeia São Felix, pediu desculpas dos irmãos Muras e de outras comunidades de Autazes, por se sentir coagido a cometer atos ilícitos por meio da ONG Conselho Missionário Indígena (CIMI) que de acordo com ele, usava o sofrimento de famílias humildes, que não tinham nem mesmo comida em casa, para conseguir dinheiro vindo do Estados Unidos.

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