Urgente: Presidente da Câmara de Boa Vista é alvo da PF por suspeitas de ser patrocinado pelo tráfico
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Martellus, que tem como alvo o presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, vereador Genilson Costa (Solidariedade). O parlamentar, reeleito em 2024, é investigado por liderar um esquema de compra de votos durante as eleições e, agora, também enfrenta acusações de ter recebido patrocínio do tráfico de drogas para financiar suas atividades parlamentares, incluindo a disputa pela presidência da casa legislativa.
Esquema criminoso e conexões perigosas
De acordo com a PF, Genilson é apontado como o líder de uma associação criminosa que contava com o apoio de agentes públicos. Entre eles, estaria um oficial da Polícia Militar de Roraima, que teria mantido o vereador informado sobre denúncias relacionadas ao esquema.
As investigações revelaram que, durante as eleições de 2024, eleitores eram aliciados para votar em Genilson em troca de valores que variavam entre R$ 100 e R$ 150. Além disso, documentos apreendidos indicam que mais de R$ 1 milhão foram movimentados para financiar a compra de votos.
O inquérito também aponta que o vereador teria organizado o esquema em um grupo de mensagens, onde os envolvidos prestavam contas das operações. A PF encontrou indícios de lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e até posse ilegal de ouro bruto em sua residência, configurando novos crimes.
Relações com o tráfico de drogas
Um dos aspectos mais graves da investigação é a suspeita de que o vereador teria recebido apoio financeiro do tráfico de drogas para sua campanha e para assegurar o controle da presidência da Câmara Municipal. A ligação do parlamentar com atividades ilícitas levanta questionamentos sobre a influência do crime organizado nas estruturas políticas locais.
Mandados e prisões
A Operação Martellus cumpriu 18 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, todos expedidos pela Justiça Eleitoral de Roraima. Além de Genilson Costa, outros envolvidos no esquema, incluindo colaboradores próximos, também foram alvos das ações.
Genilson, que já havia sido preso em flagrante em outubro por corrupção eleitoral, foi liberado na época após decisão judicial, mas voltou a ser investigado com a intensificação das apurações.
Crimes investigados
Os envolvidos podem responder por uma série de crimes, incluindo:
- Associação criminosa;
- Corrupção eleitoral;
- Falsidade ideológica eleitoral;
- Transporte ilegal de eleitores;
- Violação do sigilo do voto;
- Prevaricação;
- Lavagem de dinheiro;
- Violação de sigilo funcional.
Até o momento, a defesa do vereador não se manifestou sobre as novas acusações. Genilson tentava se manter no comando da Câmara Municipal, buscando sua terceira gestão como presidente.
A atuação da PF em casos como este reafirma a importância do combate à corrupção eleitoral e ao crime organizado, especialmente em um contexto onde práticas ilícitas podem comprometer a democracia e a confiança da população nas instituições públicas.
A sociedade agora aguarda os desdobramentos do caso, que pode expor uma rede ainda mais ampla de conexões criminosas entre o tráfico de drogas e a política local.








