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Sargento que matou ex-esposa em clínica de estética é afastado da Polícia Militar

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Sargento que matou ex-esposa em clínica de estética é afastado da Polícia Militar

Brasil – A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) anunciou o afastamento do 2º sargento Samir Nascimento Rodrigues de Carvalho, de 46 anos, preso em flagrante no dia 7 de maio pelo assassinato da ex-esposa, Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, em uma clínica de estética no bairro Marapé, em Santos, litoral paulista. O crime, que chocou a região, também deixou a filha do casal, de apenas 10 anos, ferida após tentar proteger a mãe.

O feminicídio ocorreu após meses de ameaças relatadas por Amanda contra o ex-marido, que atuava no 6º Batalhão de Polícia do Interior (6º BPM/I). Segundo testemunhas, o sargento invadiu a clínica, disparou várias vezes contra a ex-esposa e a filha e, em seguida, desferiu dez facadas em Amanda, que morreu no local. A criança, baleada ao se colocar à frente da mãe, foi socorrida e recebeu alta médica na terça-feira (13/5).

O dono da clínica, um médico, relatou que Amanda buscou refúgio em sua sala, alegando que o ex-marido tentava matá-la devido ao processo de separação. Ele trancou a porta e tentou proteger a vítima, mas, ao ser informado por uma funcionária que a PM havia chegado, abriu a porta. Nesse momento, Carvalho, que estava do lado de fora com outros policiais, sacou a arma e começou a atirar. O médico se escondeu sob uma mesa e, após o sargento ser contido, prestou os primeiros socorros à criança.

Investigações e medidas disciplinares

A Polícia Civil de Santos solicitou a quebra do sigilo telefônico de Amanda para investigar mensagens, ameaças e outros contatos que possam esclarecer os eventos que culminaram no crime. A PM, por sua vez, instaurou um procedimento disciplinar contra Carvalho e apura a conduta dos policiais que atenderam a ocorrência, que evoluiu para feminicídio e tentativa de homicídio. A prisão em flagrante do sargento foi convertida em preventiva no dia 8 de maio, e ele segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.

O caso expõe a gravidade da violência de gênero e levanta questionamentos sobre o acompanhamento de ameaças prévias em contextos de separação. A coragem da filha do casal, que tentou proteger a mãe, e o desfecho trágico da ocorrência reforçam a urgência de medidas preventivas contra o feminicídio. A comunidade de Santos permanece abalada, enquanto as investigações buscam trazer justiça para Amanda e sua família.


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