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Justiça aciona OAB e diz que o advogado Vilson Benayon abandonou os clientes Lucas Picolé e Isabelly Aurora

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Manaus – A Justiça do Amazonas pediu para que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) investigue a conduta dos advogados de Isabelly Aurora e Lucas Picolé, influenciadores que foram presos na Operação Dracma, que apura fraudes em rifas ilegais promovidas por blogueiros na capital amazonense.

De acordo com a juíza Aline Kelly Lins, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, os advogados não apresentaram a defesa dentro do prazo estabelecido pela justiça, o que configurou abandono da causa. Com isso, os réus têm 10 dias para nomear novos defensores. Em caso de não definirem novos advogados, a juíza irá designar um defensor para representá-los.

“Constata-se, portanto, que a hipótese de abandono indireto da causa se faz presente nos autos do processo, uma vez que os advogados constituídos, embora intimados por duas vezes e devidamente advertidos sobre as consequências da inércia, optaram deliberadamente por permanecer inertes, causando evidente prejuízo ao bom andamento da instrução criminal e à própria defesa dos interesses dos acusados, inclusive um deles está sob custódia”, diz um trecho da decisão.

Os indivíduos sob investigação na Operação Dracma são João Lucas da Silva Alves, conhecido como Lucas Picolé, Isabelly Aurora, Enzo Felipe da Silva Oliveira, também conhecido como Mano Queixo, Aynara Ramilly, e mais quatro pessoas que foram identificadas como “laranjas”.

Em 20 de maio, a juíza solicitou que os advogados apresentassem suas alegações, porém somente a defesa de Marcos Vinicius Alves Maquiné o fez. Após uma segunda intimação feita na última segunda-feira (10), mais uma vez não houve resposta.

A juíza enviou um ofício à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), requisitando que a entidade tome medidas disciplinares apropriadas, concluindo que os advogados agiram intencionalmente ao permanecerem inativos, prejudicando assim o andamento do processo e a defesa dos réus.

Em resposta, o advogado Vilson Benayon, representante dos réus, afirmou que não abandonou o caso. “Trata-se de uma operação policial complexa com mais de 2.500 páginas, na qual a defesa, de forma minuciosa e com o objetivo de provar a inocência de seus clientes, contesta todas as acusações. Informo ainda que até a próxima segunda-feira (17), todos os memoriais (principal defesa do processo) serão protocolados”, disse Benayon.


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