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quinta-feira - 7 de julho de 2022

Primeiro-ministro Boris Johnson renunciará, diz imprensa britânica

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Mundo – Depois de várias baixas de ministros britânicos, sob alegação de que o premiê Boris Johnson não está apto a governar, a renúncia do primeiro-ministro britânico como líder do Partido Conservador é dada como certa nesta quinta-feira (7/7). Segundo a imprensa britânia, ele pode deixar o cargo a qualquer momento, o que significa que seu mandato como premiê também vai se encerrar.

A Sky e a BBC informam que o primeiro-ministro concordou em desistir do cargo, encerrando um impasse sem precedentes no Reino Unido. Também estão prevendo a queda do premiê os jornais The Telegraph, The Times, Independent, The Sun, Mirror e The Guardian.

Editor político da BBC, Chris Mason escreveu no Twitter: “Boris Johnson vai renunciar como líder do Partido Conservador hoje”.

Um porta-voz do primeiro-ministro informou que ele fará uma declaração à nação nesta quinta, marcada para as 9h de Brasília. A expectativa é que Boris anuncie também que pretende permanecer no cargo de premiê até outubro, quando ocorre o congresso anual do Partido Conservador e um novo nome pode ser anunciado pela legenda, que tem maioria no Parlamento britânico.

Assédio sexual

A situação de Boris ficou insustentável nos últimos dias. A crise se acirrou após Boris Johnson ser acusado de ignorar denúncias de assédio sexual contra o ministro Christopher Pincher. O premiê supostamente sabia das queixas, mas, ainda assim, teria optado por nomear Pincher como vice-líder do governo no Parlamento.

Na quinta-feira (30), Pincher renunciou ao cargo de vice-líder do Partido Conservador, após ser acusado de apalpar dois convidados em um jantar privado na noite anterior. Em carta enviada a Johnson, ele admitiu que havia bebido demais, causado incômodo e “envergonhado” outras pessoas.

O caso ganhou ainda mais visibilidade após Simon McDonald, um ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores, alegar que Downing Street — gabinete do primeiro-ministro — mentiu ao dizer que não sabia de denúncias anteriores de assédio contra Pincher.

As novas polêmicas causaram ainda mais frustração a parlamentares da legenda, que estariam cansados de defender um governo considerado por muitos como marcado por escândalos.

Via Metrópoles

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