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sexta-feira - 25 de fevereiro de 2022

Jogador brasileiro pode ser convocado pelo exército para guerra na Ucrânia

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Mundo – Ex-jogador do Santos, o paulista Junior Moraes, de 34 anos, pode ser convocado pelo exército da Ucrânia para ir ao front na conflito contra a Rússia. O atacante, um dos 13 brasileiros no time do Shakhtar Donetsk, naturalizou-se ucraniano em 2019 para defender a seleção daquele país. Moraes corre o risco de juntar-se aos militares ucranianos por causa do estado de mobilização geral decretado na noite desta quinta-feira (24) por Volodymyr Zelensky.

O presidente da Ucrânia anunciou que cidadãos do sexo masculino entre 18 e 60 anos estão proibidos de sair do país enquanto o decreto estiver em vigor (90 dias) e convocou todos os recrutas e reservistas aptos a ir para a frente de batalha.

No momento, Junior Moraes está em um hotel de Kiev, junto com outros brasileiros que atuam no país, aguardando uma solução para voltar ao Brasil. Entre os 30 brasileiros que atuam na primeira divisão do futebol ucraniano, a situação de Junior Moraes é a que mais chama a atenção.

Nascido em Santos, no litoral paulista, o atleta de 34 anos é o único deles que possui passaporte ucraniano, após se naturalizar cidadão do país em 2019. Um dos 13 brasucas do elenco do Shakhtar Donetsk, ele está ao lado dos companheiros, em Kiev, aguardando o desenrolar dos fatos no conflito do país com a Rússia.

Moraes chegou à Ucrânia em 2011 para vestir a camisa do Metalurg. Desde então passou por Dínamo Kiev e, em 2018, se transferiu ao Shaktar Donetsk. Pela seleção ucraniana já são 11 jogos e um gol marcado. Nesta sexta-feira, a capital Kiev já começou a ser tomada pelos russos.

A família de Junior Moraes retornou ao Brasil antes do início dos conflitos, porém, alguns atletas ainda estavam com os familiares na Ucrânia. Em 2014, outro brasileiro passou pela mesma situação do atacante. O volante Edmar foi convocado para a guerra da Crimeia, mas acabou conseguindo uma liberação após intervenção do seu clube.

Foto: Andrei Pungovschi / AFP

*Com informações da revista Veja*. 

 

 

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