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GUERRA: bombardeio de Israel deixa sete m0rtos em embaixada na Síria

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Mundo – As Forças de Defesa de Israel bombardearam esta segunda-feira o edifício da embaixada do Irão em Damasco, capital síria, provocando várias vítimas mortais. Sete membros dos Guardas da Revolução Islâmica foram mortos no ataque.

Os meios de comunicação social sírios e iranianos confirmaram esta tarde que a embaixada do Irão, no bairro de Mazzeh, tinha sido atacada, dando conta de pelo menos cinco mortes. Em comunicado, os Guardas da Revolução adiantaram que foram mortos sete dos seus membros, incluindo Mohammad Reza Zahedi, comandante da Força al-Quds.

Em reacção, um porta-voz do Exército israelita disse apenas “não comentar notícias da imprensa estrangeira”. À semelhança de anteriores ataques dirigidos à capital Síria, este terá sido lançado a partir do território ocupado dos Montes Golã.

O chefe da diplomacia síria, Fayssal Mikdad, esteve no local e garantiu que “o regime sionista de ocupação israelita não conseguirá afectar as relações entre o Irão e a Síria”.

Do lado iraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou, numa chamada telefónica com Fayssal Mikdad, que o Irão responsabiliza Israel pelo ataque em Damasco, considerando-o “uma violação de todas as convenções internacionais”. Apelou ainda à comunidade internacional para que sancione o Governo israelita pelos mais recentes “actos criminosos”.

Em Teerão, capital iraniana, o bombardeamento da embaixada já motivou protestos em que foram queimadas bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

Desde o ataque do Hamas a Israel, no dia 7 de Outubro do ano passado, que as Forças de Defesaintensificaram as ofensivas contra alvos dos Guardas da Revolução (do Irão) e do Hezbollah (pró-iraniano) na Síria, ambos apoiantes do regime de Bashar al-Assad, a par das contínuas retaliações em território palestiniano.

Só em 2024, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos​ (OSDH), com sede no Reino Unido, já documentou 29 ataques israelitas na Síria, que mataram dez civis e 115 combatentes, incluindo 13 membros iranianos dos Guardas da Revolução e 19 membros do libanês Hezbollah.

Também os Estados Unidos reforçaram nos últimos meses a presença militar no Médio Oriente, tendo já bombardeado alvos de milícias apoiadas pelo Irão em território iraquiano e sírio.


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