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segunda-feira - 16 de agosto de 2021

Entenda a guerra que está acontecendo no Afeganistão

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Mundo –  A última semana tem sido de intensos conflitos no Afeganistão. Em maio deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou a retirada das tropas restantes no país asiático. Com a movimentação, o grupo extremista Talibã iniciou uma série de ataques a diversas províncias do país, capturando todo o território afegão. Ontem domingo dia 15, a capital Cabul foi totalmente dominada.

Mas o que é o Talibã de fato ?

Talibã significa “estudantes” na língua pashto. Em 1994, ex-guerrilheiros conhecidos como mujahidin que tinham participado do confronto com forças soviéticas no Afeganistão (inclusive com o apoio dos Estados Unidos), formaram o grupo de orientação sunita.

Desde a criação, o objetivo do Talibã era impor uma lei islâmica, que eles interpretavam de sua maneira, no país.

O Talibã então conseguiu esse objetivo rapidamente: em 1996, eles capturaram Cabul.

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Cansada das lutas internas após a expulsão dos soviéticos, a população afegã, em geral, deu as boas-vindas ao Talibã quando eles apareceram pela primeira vez.

Sua popularidade inicial se deveu em grande parte ao sucesso em reduzir a corrupção, coibir a criminalidade e trabalhar para tornar seguras as estradas e áreas sob seu controle, estimulando assim o comércio.

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De 1994 a 1996, o Talibã ganhou controle exclusivo sobre a maior parte do país, e o Afeganistão foi proclamado um emirado islâmico.

 O que eles defendem?

Quando os talibãs tomaram o Afeganistão nos anos 1990, as mulheres não podiam trabalhar nem estudar e tinham que ficar confinadas em casa. Era obrigatório, ainda, que vestissem apenas a burca — uma mortalha que só deixa os olhos à mostra.

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Além disso, os homens tiveram que deixar a barba crescer.

Filmes e livros ocidentais eram proibidos, e artefatos culturais vistos como blasfêmias sob o Islã foram destruídos — como as estátuas de Buda de Bamiyan.

Alguns afegãos continuaram a acessar produtos da cultura ocidental em segredo, correndo o risco de punição extrema. Execuções públicas e açoitamentos também eram comuns.

O Talibã não tinha sido derrotado?

Os Estados Unidos acreditavam que Osama bin Laden estava no Afeganistão, e que o regime talibã permitia que a Al-Qaeda, a organização terrorista de Bin Laden, encontrava refúgio para operar no país. Em 11 de setembro de 2001, a Al-Qaeda executou múltiplos atentados em solo norte-americano, que mataram milhares de pessoas.

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Em resposta, os EUA, governados por George W. Bush, lideraram uma coalizão que invadiu o Afeganistão em novembro de 2001, com pesados ataques aéreos. Os americanos acreditavam que, além de esconder membros da Al-Qaeda, o Talibã financiava o grupo terrorista responsável pelos ataques de 11 de setembro.

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A coalizão tirou o Talibã do poder e abriu caminho para eleições livres. Ainda em 2001 Hamid Karzai foi escolhido líder interino. Três anos depois ele foi eleito presidente.

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As tropas talibãs jamais deixaram de existir, apesar de enfraquecidas. Homens-bomba fizeram vítimas ao longo dos anos, e missões pontuais das forças ocidentais tentaram combater os resistentes.

Foto capa de Shakib Rahmani  (AFP)

*Com informações de O Povo e G1

 

 

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