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GRAVE: fumaça tóxica de incêndios florestais volta a cobrir Manaus; veja vídeo

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Fumaça tóxica de incêndios florestais volta cobrir a cidade de Manaus; veja vídeo

Manaus – Nesta sexta-feira (15), a capital amazonense mais uma vez enfrenta a ameaça da fumaça tóxica proveniente dos incêndios que assolam o interior do Estado do Amazonas. A população tem testemunhado a paisagem urbana de prédios, casas e a densa área florestal da cidade obscurecida pela fumaça prejudicial à saúde, causando sérios problemas respiratórios em muitos habitantes.

Veja vídeo:

 

A situação não é nova para os amazonenses, pois na última terça-feira (15), a fumaça também invadiu os municípios de Caapiranga e Manacapuru, transformando o cenário urbano, estradas e até mesmo o rio local em uma atmosfera sombria e asfixiante. Veja vídeo:

 

As estatísticas alarmantes colocam o Amazonas no topo do ranking de queimadas na Amazônia durante a última quinzena de agosto, com um assustador total de 5.474 focos registrados, dos quais 4.128 ocorreram nos últimos 16 dias. Esses números representam uma parcela significativa dos focos de calor em toda a Amazônia Legal. A direção predominante do vento, que sopra de sul-sudeste para norte-noroeste em direção a Manaus, tem contribuído para que a fumaça atinja a capital amazonense de maneira persistente.

A situação atual não apenas prejudica a qualidade de vida dos moradores, mas também apresenta sérios riscos à saúde pública. Problemas respiratórios, irritação nos olhos e na pele têm sido comuns entre aqueles expostos à fumaça tóxica. Os órgãos de saúde têm emitido alertas e recomendações para que as pessoas evitem sair de casa e usem máscaras de proteção quando necessário.

Emergência ambiental

O governador Wilson Lima decretou, nesta terça-feira (12), emergência ambiental no Amazonas. A medida visa reduzir os impactos do desmatamento ilegal e de queimadas em todo o estado.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 3.925 focos de queimadas nos primeiros dez dias de setembro. Com isso, esse já é o segundo pior mês de setembro desde 2021. No consolidado do ano, o estado registra 11.736 queimadas.

O decreto vai abranger os municípios de Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Canutama, Lábrea, Boca do Acre, Tapauá e Maués, no sul do estado; e Iranduba, Novo Airão, Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Manacapuru, Careiro Castanho, Autazes, Silves, Itapiranga, Manaquiri e a própria capital, na Região Metropolitana de Manaus.Segundo o governo do estado, a situação de emergência ambiental vai durar 90 dias.

A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) coordenará a articulação do decreto com os demais órgãos para definir e executar as estratégias de combate ao desmatamento e de queimadas na região.

Já ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) caberá a coordenação da execução operacional das ações de resposta às ocorrências, que também terá apoio da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP).


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