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quarta-feira - 29 de dezembro de 2021

Anomalia do Campo Magnético no Brasil pode explicar aparelhos elétricos ligando fora da tomada ?

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Anomalia do Campo Magnético no Sul do Brasil pode explicar aparelhos elétricos ligando fora da tomada ?

Brasil – A NOAA, Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos, liberou na semana passada o mais recente relatório sobre o estado do campo magnético do planeta Terra, valendo-se de dados do seu World Magnetic Model 2020 (WMM2020) e de um modelo mais recente a partir de dados coletados pelos satélites Swarm da Agência Espacial Europeia (ESA) até setembro de 2021.

Confira na íntegra:

WMM_Annual_Report_2021.pdf

De acordo com a NOAA, as mudanças não lineares no campo magnético da Terra permaneceram pequenas nos últimos dois anos. Desde a 2020, o pólo magnético Norte (respectivamente Sul) moveu-se a uma velocidade média de 44 km/ano e sem qualquer mudança perceptível na direção. Tais movimentos levaram a pequenas mudanças na forma e localização das zonas de blecaute (WMM), onde a precisão da bússola é menor.

A Anomalia do Atlântico Sul, onde a intensidade do campo geomagnético é menor, continuou a aumentar, em cerca de 50 nT ao nível do mar, e a se mover para o Oeste com seu centro deslocado por cerca de 50 quilômetros ao nível do mar em direção à América do Sul.

O que mais chama atenção responde pela sigla AMAS que significa Anomalia Magnética do Atlântico Sul. Trata-se de um fenômeno que ainda é um mistério para a ciência e que não raro nas redes sociais alguém questiona se não estaria interferindo no clima do Brasil e da América do Sul.  Apesar de não haverem muitos estudos científicos sobre o tema, um grupo de pesquisa publicou pela revista Science no início do ano, que uma grande Inversão dos polos magnéticos da Terra, ocorrida há 42 mil anos, pode ter causado uma catástrofe climática global semelhante às apresentadas nos roteiros de filmes de desastre de Hollywood.

NOAA/Divulgação

A AMAS, que está crescendo e com seu centro mais perto da América do Sul, é uma espécie de defasagem na proteção magnética da Terra localizada sobre o Atlântico Sul, mais especificamente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, em faixa que se estende até a África.

Relações com a Física

Desde as primeiras décadas do século XIX, graças aos trabalhos de Oersted, Ampère, e outros, é bem sabido que correntes elétricas (cargas elétricas em movimento) geram campo magnético. Possivelmente foi Ampère por volta de 1820 que cogitou que o magnetismo terrestre teria como causa correntes elétricas dentro da Terra conforme encontra-se em Ampère e a Origem do Magnetismo Terrestre.

O campo magnético terrestre tem a sua mais importante contribuição, ele depende também de fatores externos à Terra como o vento solar, no chamado mecanismo de dínamo. Desta forma, são correntes elétricas no núcleo externo e liquido do planeta, as responsáveis pelo campo magnético terrestre.

 

Ilustração do mecanismo dínamo que cria o campo magnético da Terra. Foto: Wikipédia

 

Consequências

Uma consequência que já compreendemos é na atuação dos satélites que estão na órbita da Terra. Ao passarem pela região com baixa na retaguarda de proteção, eles podem apresentar avarias causadas pelo fluxo de radiação cósmica.

Por isso, a anomalia é monitorada por agências espaciais como a ESA e a NASA, e mais recentemente pelo Brasil, que lançou ao espaço o nanossatélite NanosatC-BR2 com esta missão. É o que explicou à Agência Brasil o doutor em Física, pesquisador do Observatório Nacional, Marcel Nogueira.

Anomalia elétrica no Sul do Brasil

No início de dezembro, moradores do bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, registraram estar sofrendo descargas elétricas durante atividades simples, como andar no jardim e estender a roupa no varal. Além disso, objetos elétricos estariam ligando fora das tomadas e circuitos de fiação, como lâmpadas e furadeiras.

Veja registros feitos por moradores da região:

 

Morte relatada

Um homem de 42 anos que trabalhava como adestrador de cães morreu enquanto lavava um canil, na região. Jackson Andrade de Souza era um dos adestradores mais conhecidos da cidade. A família acredita que ele tenha sofrido uma forte descarga elétrica.

Jackson tinha 42 anos e era adestrador em Foz do Iguaçu — Foto: Arquivo pessoal

 

O que disse a Copel ? 

Uma equipe da Companhia Paranaense de Energia (Copel) esteve no local à época. Os funcionários averiguaram a rede e o solo. A empresa constatou que há energia distribuída pela região. Em um primeiro momento, os técnicos da Copel disseram que havia a suspeita de um curto-circuito interno em um transformador do bairro, o que não é comum. Mais tarde, a companhia de energia enviou um novo posicionamento, afirmando que a equipe da empresa voltou ao local e constatou que o problema não era na rede elétrica da concessionária.

 

Com auxílio de informações via Metsul | G1 | Tecmundo


E você, o que acha que está acontecendo no Sul do Brasil e por que a ciência não investiga esse tema mais profundamente ? 🤔

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