Brasília Amapá |
Manaus

Professores rejeitam proposta do Governo do AM e pedem cestas básicas para sobreviverem durante a greve

Compartilhe

Amazonas – Na manhã desta terça-feira (30) uma assembleia dos trabalhadores da educação foi realizada e durante a reunião, os profissionais da categoria anunciaram que rejeitaram a contraproposta apresentada pelo Governo do Estado para que acabassem com a greve. A proposta consistia em um reajuste salarial de 8% imediatamente, seguido de mais 6% apenas em julho do próximo ano.

Mesmo enfrentando dificuldades após a Justiça bloquear as contas do sindicato e de todas as suas representações no interior, além de ter autorizado o desconto dos dias de falta dos trabalhadores em greve, a categoria segue resistindo e pedindo 25% de reajuste salarial.

No pagamento referente ao mês de maio, por exemplo, os salários dos grevistas foram descontados proporcionalmente às faltas. Alguns tiveram descontos de até R$2 mil na folha de pagamento, o que gerou ainda mais indignação e revolta entre os manifestantes.

Tentando apaziguar a situação, o secretário de Governo, Sérgio Littaif, participou de uma reunião nesta segunda-feira (29) na Assembleia Legislativa, onde sugeriu a possibilidade de abono e restituição do dinheiro, desde que a greve fosse encerrada. No entanto, a oferta não agradou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam).

Após recusar o ofertado pelo Governo do Estado, o Sinteam solicitou doações de cestas básicas para os trabalhadores que sofreram os maiores descontos, como forma de garantir a sobrevivência desses profissionais que lutam por melhorias.

Vale ressaltar que está marcada para acontecer nesta quarta-feira (31) uma nova rodada de negociações na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), no entanto as expectativas não são das melhores. O Sinteam  inclusive garantiu que entrará com um recurso junto ao Supremo Tribunal de Justiça em defesa dos trabalhadores da educação, contestando as decisões tomadas pelo tribunal local.

Ao que aparenta, a adesão à greve está aumentando e a situação está ficando cada vez mais dramática. 

Veja vídeo:


Siga-nos no Google News Portal CM7