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Crise Ambiental: Manaus enfrenta nova ameaça de fumaça após aumento de focos de incêndio

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Manaus – A lembrança dos dias angustiantes do ano passado ainda está viva na memória dos moradores de Manaus, que agora enfrentam novamente a ameaça das nuvens de fumaça que pairaram sobre a cidade. Em meio aos alarmantes números de focos de incêndio registrados no Amazonas no último ano, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) já reporta uma degradação significativa na qualidade do ar em diversas zonas da capital.

A situação se agrava nas áreas Oeste, Sul e Leste de Manaus, onde a qualidade do ar recentemente degradou-se de boa para moderada, conforme apontado pelo Selva em junho de 2024. Este fenômeno, associado às queimadas recorrentes nas áreas circundantes, tem provocado preocupações entre os internautas locais, que relatam o retorno do característico cheiro de fumaça.

“Nas redes sociais, a preocupação é visível”, comentou um usuário local. “É, amigos… a fumaça chegou em Manaus novamente”, lamenta-se, ecoando os temores da população.

A gravidade da situação é acentuada pela perspectiva de uma estiagem severa para 2024, previsão que tem levado o governo do Amazonas a intensificar seus esforços de combate às queimadas e monitoramento do desmatamento. Em colaboração estreita com a Defesa Civil, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) implementou uma estratégia de vigilância contínua para mitigar os efeitos das queimadas, que representam uma ameaça direta à qualidade de vida dos habitantes locais.

Com o histórico recente de eventos climáticos extremos, como a seca severa de 2023 que afetou profundamente os rios amazônicos, incluindo o rio Negro, a comunidade manauara está mobilizada para enfrentar mais um desafio ambiental. O monitoramento constante e a resposta rápida das autoridades são cruciais para proteger a saúde pública e preservar o ecossistema delicado da região.

Enquanto isso, os moradores de Manaus aguardam com apreensão, na esperança de que medidas efetivas possam conter os impactos das queimadas e garantir um futuro mais sustentável para a Amazônia e suas comunidades.

 


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