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Exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas divide a opinião de brasileiros, diz pesquisa

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Exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas divide a opinião de brasileiros, diz pesquisa

Brasil – Uma pesquisa recente conduzida pela Atlas Intel e divulgada pela CNN Brasil revela que a questão da exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas tem gerado opiniões divergentes entre os brasileiros. Os resultados indicam que 26,1% dos entrevistados acreditam que a Petrobras deve ter permissão para explorar a região, enquanto 18,3% são contrários à possibilidade.

O estudo, realizado entre os dias 4 e 7 de dezembro, contou com a participação de 1.834 pessoas, selecionadas por meio do Recrutamento Digital Aleatório, e possui uma margem de erro de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

Para a maioria dos entrevistados (36,3%), a exploração do petróleo na região amazônica deveria ser permitida apenas se a Petrobras obtiver as licenças necessárias e realizar estudos de impacto ambiental. Outros 19,3% afirmam não ter uma opinião formada sobre o assunto.

A polêmica em torno desse tema ganhou destaque na última semana, quando o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou a intenção da empresa de obter uma licença ambiental para perfurar a Bacia da foz do Rio Amazonas, localizada em águas ultraprofundas do Amapá, até 2024. No entanto, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já negou uma autorização para essa exploração, alegando falta de garantias necessárias de segurança ambiental. A estatal protocolou uma nova solicitação, ainda sem resposta.

Os dados da pesquisa revelam que 27,7% dos entrevistados demonstram preocupação com os possíveis riscos ambientais relacionados à exploração, enquanto 23,8% afirmam estar muito preocupados. Em contrapartida, 16,8% se declaram pouco preocupados, 11,1% dizem não estar preocupados e 20,5% não souberam opinar.

No âmbito econômico, a pesquisa mostra que 55,6% dos brasileiros acreditam que a exploração de petróleo na região poderá gerar impactos positivos para a população local e os estados envolvidos. No entanto, 15% dos entrevistados não compartilham dessa perspectiva, e 29,4% afirmam não ter uma opinião formada sobre o impacto econômico.


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